Infraestrutura

Estado de São Paulo fecha 54 lixões e avança no cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, afirma Abetre

O presidente da entidade, Carlos Fernandes, lembra, no entanto, que há cerca de 3,3 mil prefeituras no País que ainda utilizam locais irregulares para destinar os resíduos domésticos

 

São Paulo, março de 2017 – O fechamento de 54 lixões a céu aberto em operação no estado de São Paulo, nos últimos oito meses, é um avanço no cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) por parte das autoridades paulistas. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), Carlos Fernandes.

De acordo com o executivo, embora os órgãos ambientais de São Paulo tenha demonstrado maior disposição em equacionar a situação dos lixões na região, os estados e municípios brasileiros ainda carecem de soluções efetivas para o problema. “Existem no Brasil cerca de 3,3 mil prefeituras que ainda utilizam lixões para destinar os resíduos domésticos, e o prazo de erradicação dado pela PNRS já venceu há dois anos”, comenta Fernandes.

O presidente da Abetre ressalta que o problema dos lixões é mais uma questão econômica do que exclusivamente ambiental. O executivo cita um estudo da ABLP – Associação Brasileira de Limpeza Pública, que mostra que, para acabar com os lixões, bastaria investir cerca de R$ 5,8 bilhões na construção de novos aterros sanitários, os quais teriam um custo de operação de R$ 2,6 bilhões por ano. “É um montante pequeno em relação ao total do gasto público, e equivale a R$ 2,60 por habitante por mês, o valor de um refrigerante. Mas o problema é que 80% dos municípios brasileiros estão em situação fiscal crítica”, explica Fernandes.

“Desta forma, como qualquer serviço público, a gestão de resíduos domésticos deveria ser tarifada, ter receita vinculada e atuação privada e os municípios precisam criar mecanismos que garantam arrecadação para manter os serviços essenciais de coleta e destinação de resíduos. No Estado de São Paulo, por exemplo, aproximadamente 75% dos resíduos domiciliares já vão para aterros privados”, acrescenta.

Segundo dados da Secretaria do Meio Ambiente, o estado de São Paulo ainda possui 43 lixões na região, que estão sob intensa sindicância da na nova gestão da Cetesb.

 

Sobre a Abetre

Fundada em 1997, a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre) congrega as principais empresas especializadas em tecnologias de proteção ambiental em resíduos sólidos, tais como disposição em aterro, co-processamento, incineração e outros tratamentos térmicos ou biológicos. As unidades operacionais de suas associadas e coligadas representam cerca de 25% das plantas em operação, 60% do segmento de resíduos urbanos e 80% do segmento de resíduos industriais em relação aos serviços de destinação prestados por organizações privadas.

 

Para mais informações, contatar:

Thiago Nassa (MTb. 30.914)

Retoque Comunicação

(11) 3088-0990 ou (11) 9 9544-4954

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